ACOMPRESSORES - Parte 1
Os compressores são recursos para controlar a dinâmica de diferentes tipos de sons.
Como assim? Digamos que esteja gravando um baixo e o volume varie a cada instante, ora fraco, ora forte, ora muito forte. Como o próprio nome sugere, ele nos permite COMPRIMIR o pico do sinal mais alto, de modo que possamos AUMENTAR o volume das partes mais baixas, ou, ainda, LIMITAR, estipular um nível máximo, de onde o sinal não consegue passar.
Limitar picos de sinal, para proteger o equipamento ou a gravação, comprimir um instrumento ou voz, adicionar “punch”, comprimir uma mixagem final... essas são as principais funções de um compressor. Vamos olhar mais de perto e ver como isso funciona.
Basicamente, os compressores têm os seguintes controles: input, threshold, ratio, attack, release, output
INPUT - controla quanto do sinal passa pelo compressor.
THRESHOLD - estipula o nível de volume a partir do qual o compressor começa a modificar o som.
RATIO - controla a intensidade da compressão. Por exemplo, quando ajustado para 4:1, significa que para cada 4db de entrada (acima do threshold, que determina a partir de onde o compressor começar a atuar, lembra?) teremos 1db de saída. Quando ajustamos para o máximo o compressor passa a trabalhar como limiter.
ATTACK - determina o tempo que o compressor leva para atuar.
Release- determina o tempo em que o som volta ao normal

COMPRIMINDO/CORTANDO PICOS
Em ambiente digital tudo o que passa de 0db é distorcido.
No exemplo abaixo temos uma onda com muitos picos, de modo que para aumentarmos o volume, precisaremos diminuir a altura dos mesmos. Aí entra a compressão!
O primeiro passo é definir em que altura dos picos aplicaremos a compressão, ou THRESHOLD.
Nesse caso entre –6db e –9db seria uma boa opção, pois teríamos uma boa redução do pico sem comprometer a dinâmica da música.
Agora vamos ajustar a quantidade de compressão usada, ou RATIO. Quanto maior, mais comprimido ou atenuado será nosso som. Se ajustado para o máximo,o compressor passa a funcionar como “limiter”, ou seja não deixa passar nada além do threshold. Para correção de picos, é comum o uso de altas taxas de compressão.
Com esses dois parâmetros ajustados, vamos definir o ATTACK, que é o tempo que o compressor leva para iniciar o efeito. O período de tempo que o compressor deixa de atuar é controlado pelo RELEASE.
No nosso caso, queremos que ele atua o mais rápido possível e deixe de atuar imediatamente após o pico.
Depois de processado o efeito, basta normalizar, usando o limite de – 0,5 db, pois o ponto onde começa a ocorrer a distorção varia entre os softwares de áudio, então deixamos essa “margem” de segurança.