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Última atualização: 12/10/2006

ARTIGOS

POR DENTRO DO CHORUS

INTRODUÇÃO

Imagine um grupo de cantores cantando ao mesmo tempo. Esse efeito cria a sensação de vários instrumentos tocando ao mesmo tempo, adicionando "riqueza", "complexidade" ao som.

O seu funcionamento é bem mais simples do que parece. Quando duas ou mais pessoas tocam em uníssono, normalmente não há uma perfeita sincronia, então notamos um "delay" ou atraso entre eles e mesmo com a mais criteriosa afinação o "pitch" dos instrumentos pode variar. São exatamente esses atrasos e diferenças de pitch que o chorus se propõe a criar.

CONTROLES COMUNS

Delay - controla a quantidade de delay usada ou tempo de atraso. Quando utilizamos uma taxa de delay (delay time) muito pequena, o chorus se assemelha a um flanger. O mais comum é entre 20 e 30 ms.

Sweep Depth/Width - Controla o quanto o "delay time" se modifica ao longo do tempo, sempre em milisegundos (ms).

Explicando o gráfico, temos que a barra amarelada representa a variação entre o máximo e o mínimo delay produzidos pelo chorus. A barra esverdeada representa o mínimo delay. A soma das duas setas vermelhas representa o delay total produzido.

LFO Waveform (formato da onda) - Mostra como a onda faz a transição entre o maior e o menor delay. Quanto mais alta a onda no gráfico, ou maior delay (atraso), menor fica o pitch, o som fica mais grave. Quanto mais baixa, maior o pitch, ou mais agudo o som.

Vejamos alguns tipos de formato de onda:

Sine - Tem uma transição entre o máximo e o mínimo pitch mais suave.

Triangle - Produz 2 "pitches" mais evidentes, pois devido a sua forma, a transição é mais brusca.

Log - Tem um período de transição suave e outro de transição brusca.

Speed/Rate - Esse parâmetro controla a velocidade com que ciclo da onda se repete e interfere no pitch. Aumentando a velocidade, aumentamos a quantidade de vezes por segundo em que a onda vai do mais grave ao mais agudo.

CONCLUSÃO

Por trás desse efeito tão comum nas músicas atualmente, está uma lógica super simples. Compreendendo esses conceitos é possível ajustar um bom timbre de "quase" qualquer equipamento, dos mais acessíveis aos mais caros. Porém, de nada adianta a teoria se não praticarmos, portanto: mãos à obra!



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